A INSTALAÇÃO DO VENERÁVEL MESTRE

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A INSTALAÇÃO DO VENERÁVEL MESTRE
Breviário Maçônico do Século XXI
A primeira menção a algo condizente a uma cerimônia de instalação de Venerável Mestre está presente na 1ª edição da Constituição de Anderson (1723), na qual consta que o novo Venerável Mestre, após apresentado como “digno Irmão” é empossado “com algumas outras expressões que são próprias e usuais naquela ocasião, mas não próprias de serem escritas”[1].
Um procedimento similar é descrito na Ahiman Rezon, a Constituição dos Antigos, de Laurence Dermott, no trecho “A antiga forma de se constituir uma Loja”, em que o termo “Instalação” de Venerável Mestre também é aplicado[2].
A obra “As Três Batidas Distintas”, de 1760, também menciona a instalação,
no trecho sobre a posse dos oficiais, referindo-se ao primeiro passo como sendo
“instalar um Mestre na cadeira”[3]. Menciona ainda que o Venerável Mestre era instalado na cadeira por meio de um toque e uma palavra, que não eram transmitidos aos demais oficiais. A palavra era “Chibbilum”, que oferece semelhança à palavra ainda utilizada nas instalações anglo-saxônicas, que é uma transliteração de uma palavra hebraica.
Uma maior proximidade à cerimônia atual de instalação é encontrada na obra clássica de Preston, “Esclarecimentos sobre Maçonaria”. Nela, após investido com a insígnia do cargo, o Venerável Mestre recebe carta constitutiva, Bíblia, esquadro e compasso, Constituição da Grande Loja, régua, cordel, trolha, cinzel, malho, e joias móveis e imóveis. Então, ele “senta-se na cadeira sob as aclamações dos Irmãos”[4].
Contudo, no decorrer do século XVIII, os Modernos negligenciaram a Instalação, o que levou a Loja de Promulgação, em 19/10/1810, a discutir e aprovar a Instalação como um Landmark; quando então, seu Venerável Mestre, James Earnshaw, da Grande Loja dos Modernos, precisou ser instalado pelos integrantes da Loja que eram Mestres Instalados da Grande Loja dos Antigos[5].
Nesse período de negligência dos Modernos à Instalação, tendo estes servido de referência na criação de ritos como de Schröder e Francês, logicamente essa ausência também foi herdada. E a posterior correção dessa deficiência pela Inglaterra não alcançou a todos aqueles que, em outras terras, já andavam por suas próprias pernas.
No Brasil, a Instalação foi oficialmente adotada no REAA a partir de 1927, nas Grandes Lojas, tendo por base a versão inglesa. O GOB seguiria o mesmo caminho em 1968, ao implementar a “cerimônia litúrgica de instalação”, para todos os ritos[6].
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ISMAIL, Kennyo. Breviário Maçônico do Século XXI. Brasília: No Esquadro, 2025.
Sugestões de leitura:
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Notas de rodapé
[1] ANDERSON, J. A Constituição de Anderson. Brasília: No Esquadro, 2023, p. 91-92.
[2] DERMOTT, L. Ahiman Rezon: A Constituição dos Maçons Antigos. Trad. Kennyo Ismail. Londrina: A Trolha, 2016, p. 114.
[3] The bree Distinct Knocks, Dublin: Thomas Wilkinson, 1760, p. 46.
[4] PRESTON, W. Esclarecimentos sobre Maçonaria. Rio de Janeiro: Arcanum, 2017, p. 101.
[5] CARR, H. O Ofício do Maçom. São Paulo: Madras, 2012, p. 314-315.
[6] GOB. Decreto Nº 2085-11/06/1968. Boletim do GOB, Ano 93, Ns. 1-6, Jan-Jun, 1968, p. 10.

