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QUAL A DIFERENÇA ENTRE REGULARIDADE E RECONHECIMENTO?

Imagem ilustrativa gerada por IA
QUAL A DIFERENÇA ENTRE REGULARIDADE E RECONHECIMENTO?
Por Vanderlei Coelho
Muitas vezes utilizamos na Maçonaria, termos que parecem semelhantes, mas que na verdade têm significados distintos. Como é o caso de regularidade e reconhecimento. Segundo o dicionário Online de Português, regularidade[1] é: “a qualidade ou estado de regular; conformidade com as leis, com as normas”. Já reconhecimento[2] é: “o ato ou efeito de reconhecer, admitir como verdadeiro”.
Regularidade maçônica
A regularidade maçônica, pode ser observada sob dois aspectos, que estão intrinsecamente ligados: de princípios e de origem.
Garcia (2012, p. 185-186)[3], aponta oito critérios que norteiam a regularidade maçônica, pelo prisma da Grande Loja Unida da Inglaterra:
1 – A Obediência deve ter sido legalmente estabelecida por uma Grande Loja Regular ou por três ou mais lojas funcionando sob os auspícios de uma Grande Loja regular.
2 – Ser realmente independente e possuir governo próprio, com indiscutível autoridade sobre os Graus simbólicos, isto é, aprendiz, companheiro e mestre sob sua jurisdição, e não vinculada sob qualquer forma ou vir compartilhar sua soberania com qualquer outro corpo maçônico.
3 – Os Maçons no âmbito de sua jurisdição deverão ser exclusivamente homens e tanto ela como suas lojas não poderão ter contatos maçônicos com lojas que admitam mulheres.
4 – Os Ma çons no âmbito de sua jurisdição deverão crer em um Ser Supremo.
5 – Todos os Maçons no âmbito de sua jurisdição deverão assumir seus compromissos sobre o Livro Sagrado (A Bíblia) ou a vista dele ou do livro considerado sagrado, que através dele se realiza o compromisso maçônico.
6 – As três “Grandes Luzes” da Maçonaria, isto é, a Bíblia, o esquadro e o compasso, deverão estar expostos quando estiverem abertas, tanto a Grande Loja quanto suas lojas subordinadas.
7 – As discussões sobre religião ou política no âmbito de suas Lojas devem ser proibidas.
8 – Além do mais, deve-se manter a obediência aos princípios pré-estabelecidos (antigos “Landmarks” ou “Marcas de referência”) e dos costumes da Maçonaria, devendo-se exigir o seu cumprimento no âmbito das suas Lojas.
O corpo maçônico que atenda esses critérios e siga esses princípios, é considerado regular, segundo a Grande Loja Unida Inglaterra.
No que se refere a regularidade de uma Potência e suas Lojas, para o Grande Oriente da França:
Não é requisito formal a crença no Ser Supremo e nem numa vida futura, eis que uma e outra são questões religiosas e, portanto, de fé, que cada Maçom tem a liberdade individual de adotar e proclamar como, quando e onde quiser. (...) Também não se faz necessária nem a presença e nem a abertura da Bíblia como “Livro da Lei”, mas sim da sua Constituição (...) (GARCIA, 2012, p. 187)[4].
Quando em 1877, o Grande Oriente da França eliminou a crença em Deus e na imortalidade da alma, a Grande Loja Unida da Inglaterra o considerou irregular. Quem está certo, quem está errado? Garcia (2012, p. 188)[5] faz a seguinte reflexão:
(...) a Maçonaria de linhagem inglesa ao exigir que seu Adepto tenha a crença num Ser Supremo, automática e implicitamente exige que ele tenha uma Religião, sem importar qual seja ela, podendo ser cristã, islâmica ou budista. Entretanto, na Inglaterra a sua Grande Loja Unida não reconhece Potências e Lojas cujos Maçons professem as religiões muçulmana e budista, o que inviabiliza totalmente um intercâmbio de experiências culturais vividas e praticadas pelos povos ocidentais e orientais.
Reconhecimento maçônico
Cada potência maçônica, em conformidade com o princípio elementar da soberania, da qual ela não está sujeita à autoridade ou submissão de qualquer outro corpo maçônico, pode reconhecer outra potência maçônica.
Na verdade, reconhecimento maçônico nada mais é que um ato diplomático e administrativo. Claro que o reconhecimento maçônico só deve ser concedido a outra potência regular, uma vez que ao reconhecer um corpo irregular, a potência que o faz se torna, por “contaminação”, irregular.
Vale ressaltar ainda, que o reconhecimento maçônico, não é compulsório e nem um direito adquirido, ou seja, ainda que a potência “A” seja regular, a potência “B”, pode não reconhecê-la.
Fonte pesquisada:
COELHO, Vanderlei. Regularidade e Reconhecimento na Maçonaria. Disponível em: https://www.maconariacomexcelencia.com/post/regularidade-e-reconhecimento-na-maconaria. Acesso em: 04 set. 2026.
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Notas de rodapé
[1] DICIONÁRIO ONLINE DE PORTUGUÊS. Regularidade. Disponível em: https://www.dicio.com.br/regularidade/. Acesso em 20 ago. de 2024.
[2] DICIONÁRIO ONLINE DE PORTUGUÊS. Reconhecimento. Disponível em: https://www.dicio.com.br/reconhecimento/. Acesso em 20 ago. de 2024.Ibidem.
[3] GARCIA, Aquiles. Maçonaria: da gênese dos supremos conselhos de Charleston e do Brasil ao cisma de 1927. Águas de São Pedro: Livronovo, 2012.
[4] Ibidem.
[5] Ibidem.
