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QUEM FOI O PRIMEIRO MAÇOM “ACEITO”?

Elias Ashmole admitido em 16 de outubro de 1646

Elias Ashmole admitido em 16 de outubro de 1646

A transição da Maçonaria Operativa para a Maçonaria Especulativa não ocorreu de forma súbita; foi um processo gradual, marcado pela admissão de membros que não eram pedreiros ou construtores. Esses novos integrantes passaram a ser conhecidos como “maçons aceitos”.


Embora não haja consenso absoluto, a maioria dos historiadores considera que o primeiro maçom “aceito” documentado foi John Boswell, Lorde de Auchinleck. Ele foi admitido em 8 de junho de 1600 na Loja St. Mary’s Chapel nº 1, em Edimburgo, Escócia.


Muitas vezes se acredita que Elias Ashmole tenha sido o primeiro maçom aceito, por ter deixado registro em seu diário. Contudo, sua iniciação ocorreu em 16 de outubro de 1646, em Warrington, Inglaterra, ou seja, 46 anos após a admissão de John Boswell.


Apesar de Boswell ser o primeiro caso documentado, alguns pesquisadores admitem a possibilidade de que outros “aceitos” tenham existido antes dele, mas cujos registros se perderam.


A aceitação de membros não-operativos representa um importante marco na evolução da Maçonaria, culminando em 1717 com a fundação da Grande Loja de Londres e Westminster, evento que consolidou a Maçonaria Especulativa.


Fontes pesquisadas:

CASTELLANI, José. A Ação Secreta da Maçonaria na Política Mundial. 2ª edição revisada. São Paulo: Editora Landmark, 2007.

SANTOS, Vanderlei Coelho dos. As transformações sociais antes, durante e após a fundação da Grande Loja da Inglaterra. Palestra do II Seminário Maçônico da Glomaron. Porto Velho, 2017.

WINETZKI, Michael. Maçonaria: de Isaac Newton à Internet. 3ª edição [S. l.], 2023.

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