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AS VIRTUDES CARDEAIS

  • há 13 horas
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BREVIÁRIO MAÇÔNICO DO SÉCULO XXI | AS VIRTUDES CARDEAIS


AS VIRTUDES CARDEAIS
Imagem ilustrativa gerada por IA

Em alguns dos rituais mais antigos que se conhece, a Maçonaria ensina sete Virtudes, compostas de quatro Virtudes Cardeais e de três Teologais. Entretanto, enquanto as VIRTUDES TEOLOGAIS de FÉ, ESPERANÇA e CARIDADE estão nítidas aos irmãos, seja por meio do painel do grau ou das instruções ministradas, são poucos os rituais que explicitam as VIRTUDES CARDEAIS. Um desses poucos é o de Aprendiz do Rito de York, que relaciona as quatro virtudes a quatro sinais e as explica por meio de instrução[1].

 

FORÇA, PRUDÊNCIA, TEMPERANÇA e JUSTIÇA tão caras à Idade Média como inerentes aos bons cavaleiros, têm por origem a FILOSOFIA CLÁSSICA DA GRÉCIA ANTIGA. Posteriormente, constou em um versículo do Livro da Sabedoria: “E, se alguém ama a retidão, seus trabalhos são virtudes; pois ela ensina a temperança e a prudência, a justiça e a força: e não há nada que seja mais benéfico aos homens na vida”[2].

 

A PRUDÊNCIA é a primeira das virtudes. Muitos são os rituais de Aprendiz que, já na iniciação, ensinam a lição da “CAUTELA”.  — Mas a PRUDÊNCIA é mais do que cautela e discrição: é a LUZ, a SABEDORIA, a RAZÃO que leva a isso. Por isso, os irmãos aprendem sobre o uso da RAZÃO para se tomar decisões morais, contido no REAA como “influxos dos sãos princípios da Moral e da Razão”. O ritual também afirma que a “inteligência é suficiente para discernir o bem do mal”.

 

A TEMPERANÇA também está presente em nossos rituais atuais do REAA, ao instruírem que “subjuguemos paixões e intransigências” e vençamos nossas vontades. É a busca por equilíbrio, em especial quanto a moderação nos prazeres.

 

E, enquanto a TEMPERANÇA demanda por PRUDÊNCIA, a JUSTIÇA é uma ação necessária para reparar injustiças nas relações entre as pessoas, geralmente por falta de PRUDÊNCIA e TEMPERANÇA. Por isso, o REAA aponta como dever do maçom combater “os preconceitos; lutar contra a ignorância, a mentira, o fanatismo e a superstição”.

 

Mas para a prática da PRUDÊNCIA e da TEMPERANÇA, bem como a aplicação da JUSTIÇA, é necessária a FORÇA. E, enquanto os rituais trazem alegoricamente a FORÇA como algo físico, trata-se da firmeza moral em enfrentar e suportar os desafios e os medos, que muitas vezes reprimem o uso da RAZÃO, como o ritual, ao pedir para “nos fortalecermos nos combates, que devemos manter contra esses inimigos (ignorância e fanatismo)”[3].

 

Por fim, cabe mencionar que as VIRTUDES CARDEAIS servem de base a todas as outras. E se, como bons maçons, devemos construir bases sólidas, enquanto um “sistema de moralidade”, é por essas quatro virtudes que devemos começar.

 

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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

ISMAIL, Kennyo. Breviário Maçônico do Século XXI. Brasília: No Esquadro, 2025.


Notas de rodapé

[1] Ritual de Aprendiz Admitido - Rito de York. Brasília: No Esquadro, 2023.

[2] Livro da Sabedoria, 8:7.

[3] Citações diretas de: GLMDF. Ritual do Aprendiz (REAA). Brasília: publicação própria, 2016.

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