BIBLIOGRAFIA MAÇÔNICA: CONSIDERAÇÕES SOBRE AUTORES BRASILEIROS
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Por Luiz V. Cichoski
BIBLIOGRAFIA MAÇÔNICA: CONSIDERAÇÕES SOBRE AUTORES BRASILEIROS

PRIMEIRAS GERAÇÕES
I. INTRODUÇÃO
O estudo da Maçonaria, em maior ou menor amplitude temporal, solicita complementação histórica e tanto a reportagem da História — qualquer que seja ela, mas de modo bem focal a que se refere à História da Maçonaria —; quanto à informação histórica deveriam manter uniformes lisura e veracidade; contudo, quanto mais recuada a pesquisa, tanto maior as contingências históricas e maiores padecimentos frente a múltiplos obstáculos para o conhecimento da verdade.
A História da Maçonaria no Brasil, além das dificuldades enumeradas, sofre da raridade daqueles que se dispuseram a escrever sobre a Instituição, seja pela oportunidade, seja pelo conhecimento da História narrada, seja pelo conhecimento da língua.
O tema da bibliografia maçônica é capaz de nos instigar na vida diária do estudo e no ímpeto de relatar elementos componentes da História da Instituição entre nós.
Em trabalhos anteriores[1],[2],[3],[4] abordamos esta temática de uma maneira mais ampla, nesta reflexão focalizam-se os autores nacionais, de maneira mais pontual os mais antigos encontrados, isto é, as primeiras gerações.
Nossa leitura determina a matriz de nossa compreensão e entendimento dos fatos:
Quando lemos Lendas, aprendemos e divulgamos o conteúdo lendário.
Quando lemos Simbolismo, aprendemos e divulgamos o conteúdo simbólico.
Quando lemos História, aprendemos e divulgamos História.
II. AUTORES
Textos do Século XIX
JOAQUIM GONÇALVES LEDO (1781-1847) e JANUÁRIO DA CUNHA BARBOSA (1780-1846), autores e mantenedores do Revérbero Constitucional Fluminense, entre 15/09/1821 a 08/10/1822.
Nos textos publicados não encontramos uma referência direta para com a Maçonaria, mas os dizeres maçônicos podem ser encontrados em diferentes edições do pasquim fluminense:
Edição de 01/10/1821: “Revolução, Jacobinismo e logo cavão-se[5] masmorras, elevão-se patíbulos, fórmão-se Inquisições civis, maldiz-se a Imprensa, anathematisão-se os Philosofos”.
Edição de 15/10/21: “Graças ao Supremo Architecto do Universo, que fez ser a gloria de todos aquelles, de quem fora a oppressão”.
Edição de 15/12/21: “O Grande Architecto do Universo derrame sobre vós torrentes de verdadeira luz, para que com o compasso da Rasão e da Justiça possaes medir e calcular a nossa utilidade comum”.
Edição de 30/04/22: “que a Natureza mesmo, Obra do Eterno Architecto do Universo(...) pôr hum remate á pedra triangular, que há de fexar a abobada da grande Obra começada... Sim, Principe, rasguemos o véo dos Mysterios, rompa-se a nuvem, que encobre o Sol, que deve raiar na Esphéra do Brasil. Eleva, eleva o Templo da Liberdade Brasileira; forme-se nelle o Livro da Lei...”.
Edição de 28/05/22: “O Brasil no dia 9 de Janeiro poz a navalha na cara, os Brasileiros tomando por testemunha o Grande Archetecto do Universo jurarão formar huma barreira invencível em todo Throno do Nosso Augusto Principe, e no dia 13 de Maio Elle foi proclamado, no meio dos mais vivos transportes do entehusiasmo Nacional, Defensor dos direitos e regalias do Brasil”.
Mesmo e apesar do português do século XIX é possível vislumbrar uma pena maçônica escrevendo estes comentários.
FREI CANECA (1779-1825) ou Joaquim do Amor Divino Rabelo Caneca, religioso carmelita ligado aos eventos pernambucanos da Revolução Pernambucana (1817) e a Confederação do Equador (1824). Acredito que um dos primeiros maçons brasileiros que nos deixaram claras referências maçônicas; difícil imaginar a produção destas obras e a sua manutenção visto partirem e partilharem da vida de personagem com necessidade de locomoção imprevisível pelo interior pernambucano; folhas, penas, tinta e inteiros... Foram produzidas ao longo de 1823, após o Revérbero Constitucional Fluminense/1821 e 1822 e bem próximo da final de sua vida, aliás, um final difícil.
Entre as dez Cartas de Pítia a Damão[6] publicadas por E. C. Mello[7] apontamos duas: a IX que versa “Sobre as Sociedades Secretas de Pernambuco” e a X que fala “Sobre a Sociedade Maçônica em Pernambuco”.
A apresentação das Sociedades Secretas por Frei Caneca:
As sociedades, pois, que ouço dizer haver em Pernambuco são a Maçonaria, a Jardineira ou Keporótica, o Apostolado e a de São José ou Beneficência.
A Maçonaria, Jardineira e Beneficência inculcam propor-se a fins justos, tendendo ao melhoramento da espécie humana e sua conservação; e nenhuma envolve negócios de religião ou política. Porém o Apostolado é todo e puramente político; porque o seu fim é constituir o império do Brasil de um modo que eu direi”.
A compreensão da Maçonaria foi bem apreendida por Frei Caneca, vale o tempo empregado em conhecer sua descrição; aliás até mesmo as menções bibliográficas que cita e comenta.
A franco-maçonaria está mais a adiantada do que a Jardineira; porque está aqui há mais tempo estabelecida e mais acreditada pela sua antiguidade no universo, universalidade na Europa, grandes personagens que nela têm figurado, pelos bens que há feito à humanidade, mormente no tempo da Revolução Francesa, e de presente na causa da nossa independência e liberdade política.
A palavra franco-maçonaria significa regra, ou sistema dos mistérios e segredos peculiares à sociedade dos franco-maçons.
(...) os candidatos eram obrigados por um solene juramento de nunca divulgarem, aos que não eram iniciados, os segredos da ordem (...) estabeleceram-se palavras apropriadas e sinais significantes para se diferenciarem os irmãos da ordem do vulgo não iniciado. (...) os membros se iam promovendo a diversos graus, conforme o seu adiantamento nas ciências, e desempenho dos ofícios da ordem.
Obviamente, Pítia sabia do que falava; Caneca escrevia suas missivas que chegavam e eram publicadas no Correi do Rio de Janeiro.
Textos do Século XX
MANOEL ARÃO ou Manoel Arão de Oliveira Campos (1876/1930), praticamente um século após Frei Caneca, Manoel Arão — que deve ter aprendido com o legado do religioso, ambos do Nordeste —, também conhece a Instituição e sobre ela escreve. Advogado e jornalista, publicou diversos periódicos em Recife. Iniciado maçom na Loja Conciliação, em 18/12/1901.
Sua produção maçônica comporta:
A Legenda e a História na Maçonaria, Madras, 2004 (primeira edição, 1914). Historicamente, sua primeira publicação onde ao lado de elementos históricos se vale do simbolismo e de grande conteúdo lendário.
História da Maçonaria no Brasil, vol. I, II, III, Recife, 1926. Possivelmente a sua última obra de fôlego e que também revela um conhecimento histórico invejável que possibilita um aprendizado significativo.
Este autor é um importante representante da primeira leva dos divulgadores da Maçonaria com credibilidade representado no conteúdo do seu relato histórico.
JORGE ADOUM (1897/1958), ou Jorge Elias Francisco Adoum, libanês, também conhecido por Mago Jefa; desenvolveu vida maçônica fora do Brasil, na França e outros países da América do Sul, principalmente no Equador; terminando sua vida no Brasil, na década de 1950 – Rio de Janeiro e Petrópolis. Foi um dos iniciadores e propagadores dos aspectos místicos dentro da Maçonaria; lembrando que na vida profissional valia-se de conhecimentos ligados ao hipnotismo, magnetismo e sugestão.
El maestro Perfecto Y sus mistérios, Kier, 2002.
Do Mestre Perfeito e seus Mistérios, Ed. Pensamento, s/d(1980)
Secretário Intimo, Preboste e Juiz, Ed. Pensamento, s/d(1980)
ARCY TENÓRIO DE ALBUQUERQUE (1899 falecimento após 1940); como outras figuras maçônicas que deixaram traço bibliográfico, Tenório, também manteve ligação com o jornalismo(esportes) e a imprensa. Foi um dos divulgadores da ‘História da Maçonaria’, sendo possível que alguns pontos assinalados nestas diferentes obras mereçam contestação e reparo; seja por conclusões inadequadas ou fontes questionáveis, não havendo dúvidas que sempre enalteceu o papel da Maçonaria na História do Brasil, papel este que, realmente, está presente desde a Independência até o final da Primeira República.
O que é a Maçonaria, Ed. Aurora 1950 (outras edições até 1972).
A Maçonaria e a Inconfidência Mineira, Ed. Aurora, 1958.
A Maçonaria e a Independência do Brasil, Ed. Aurora, 1960 (outras edições até 1973).
A Maçonaria e a Libertação dos Escravos, Ed. Aurora, 1970
José Bonifácio, O Falso Patriarca, Ed. Aurora, 1970
A Maçonaria e a Grandeza do Brasil, Ed. Aurora, 1955(outras edições até 1959).
JORGE BUARQUE LYRA(1903/ sem data de falecimento conhecida). Aparentemente a chegada do protestantismo no Brasil percorreu a mesma rota dos imigrantes seiscentistas; do norte/nordeste para o sul. A oficialização do protestantismo no Brasil padeceu de percalços conhecidos na Europa, pós 1517. O Estado Novo trouxe algumas dificuldades para com o protestantismo e para com a Maçonaria; alguns pontos de contato foram construídos entre ambos como nos revela a história do protestantismo no Brasil[8]. Revendo textos históricos e produção de Jorge Buarque de Lira é possível perceber o objetivo de encontrar os pontos concordantes entre a Maçonaria – que não é uma religião – e o Protestantismo; contudo este protestantismo – chegado ao Brasil por volta de 1840 - estava dividido em diferentes igrejas: presbiterianos, batistas, pentecostais, metodistas, luteranos. O grande debate entranhado nas páginas de Jorge Buarque Lyra foi com Eduardo Carlos Pereira de Magalhães e sua postura ao longo das páginas de “A Maçonaria e a Igreja Cristã”, que Magalhães não reconhecia e Lyra procurou comprovar ao longo das mais de 500 páginas do seu livro que aborda, praticamente, cada um dos graus escoceses, onde encontra complementação e aproximação do pensamento maçônico com o cristianismo[9].
As Vigas Mestras da Maçonaria, Ed. Aurora, 1964
Joaquim Nabuco, O Homem e a Ação, Ed. Aurora,
A Infalibilidade Pontifícia, Ed. Espiritualista,
A Maçonaria e o Cristianismo, Ed. Aurora, 5ª. ed. (1ª. 1947, 2ª. Ed 1949).
NICOLA ASLAN (1906 Ilha Chio/1980), o grego N. Aslan fixou-se no Brasil e aqui desenvolveu intensa atividade maçônica e uma produção invejável de textos que focalizava o saber histórico, ambiente onde foi capaz de clarear o conhecimento e facilitar o desenvolvimento de uma compreensão da verdadeira História da Maçonaria, com menor conteúdo esotérico e lendário. Muitos foram os irmãos que ordenaram um saber maçônico concreto a partir da herança de N. Aslan (16 obras);
História da Maçonaria, Cronologia – Documentos, Ed. Espiritualista,1959; talvez uma das obras de N. Aslan que possa aceitar algumas considerações e reparo.
Landmarques e outros problemas maçônicos, Ed. Aurora, 2ª edição, 1973; primeira edição 1971; nesta obra considerações históricas justas sobre os Landmarks e a lenda do ‘Papa Maçom’. Livro tira-dúvidas.
Pequenas Biografias de Grandes Maçons Brasileiros, Ed. Maçônica, 1973.
Grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia, 4 vols. Ed. A Trolha, 2000; esta é uma coletânea que todo maçom deveria ter ao alcance; muitos raros são os temas não abordados e, sempre, muito bem abordados; primeira edição em 1974.
Biografia de Joaquim Gonçalves Ledo, vol. 1 e 2, Ed. Maçônica, 1975. Obra em dois volumes com grande quantidade de documentos históricos; a apresentação dada ao biografado combina com o pensamento de A. Tenório de Albuquerque, ou seja, Ledo teria sido um dos cabeças articulantes dos movimentos maçônicos que culminaram com a Independência em 1822.
A Maçonaria Operativa, Ed. Aurora, 1975; capítulos que nos apresentam o nascimento e a intimidade da Maçonaria Operativa; muita História e pouca lenda.
Comentários ao Ritual do Aprendiz-Maçom–Vade-Mécum iniciático – Ed. Aurora, 1976; outra obra alinhada pela cronologia, como a primeira escrita por N. Aslan, que facilita o encadeamento dos eventos da História da Maçonaria.
História Geral da Maçonaria – Fastos da Maçonaria Brasileira, Ed. Aurora,1978.
Uma Radioscopia da Maçonaria, Edições Nicola Aslan Ltda.1979; as considerações que todos devemos ter em mente ao convidar um profano para a Instituição.
História Geral da Maçonaria – Período Operativo, Ed. Aurora, 1980.
Instruções para Loja de Perfeição, G4/14, Ed. Maçônica, 1980 .
Instruções para Loja de Perfeição, G.4, Ed. Maçônica ‘A Trolha’, 1994
Instruções para Loja de Perfeição, G15/18, Ed. Maçônica ‘A Trolha’, 2003
O Livro do Cavaleiro Rosa Cruz, Ed. Trolha. 1997.
Instruções para Loja de Perfeição, G19/30, Ed. Maçônica ‘A Trolha’, 1990.
Estudos Maçônicos sobre Simbolismo, Ed. A trolha, 2ª ed. 1997, uma das últimas obras de Aslan o levou para o templo do simbolismo, de onde saiu como Mestre que sempre foi, permitindo que aprendamos ainda mais com ele.
KURT PROBER — ou Isa Chan (1909 Berlim/2008). O irmão K. Prober é um exemplo de personalidade ímpar, após naturalização(1936) foi iniciado(26/09/1951) na Loja União Escosseza, RJ. Foi prolixo pesquisador numismático e maçônico; exímio produtor de obras na linha histórica, deteve, possivelmente, a maior biblioteca maçônica particular, na ilha de Paquetá/RJ, onde matinha seus livros organizados e selados; após seu falecimento muitas obras foram vendidas em sebos onde encontrei algumas raridades devidamente marcadas e numeradas pelo irmão K. Prober. Membro do Grande Oriente do Brasil, teve sua visão orientada pela história do GOB. Grande parte de sua produção teve publicação própria, outras foram publicadas pela editora A Trolha.
Cadastro Geral das Lojas Maçônicas do Brasil, 1975.
Imprensa Maçônica Brasileira, edição do autor, 1982
A Verdadeira História de Palácio do Lavradio, Edição do autor, 1982
A Bigorna, Coletânea(01 a 33) vol. I – edição do autor.
A Bigorna, Coletânea(34 a 70) vol. II – A Trolha
A Bigorna, Coletânea(111-150) vol. IV, edição do autor, 1996.
Achegas para a História da Maçonaria no Brasil, 1969 vol. I, II, III, IV, edição do autor.
Achegas para a História da Maçonaria Paranaense, 1978
Achegas Para História Maçonaria Brasileira, Rito Brasileiro, 1991.
Frederico, o Grande e a Maçonaria, A Trolha, 1994.
Duque de Caxias, sua vida na Maçonaria, 1972,
Explicação Necessária... Pq querem seja Irregular, 1991
História do Supremo Conselho do Grau 33 do Brasil, Kosmos, 1981.
O Grande Oriente do Brasil e as Confederações CMI & MCSB, 1976.
Máfia Maçônica, 1985
Catálogo dos Selos Maçônicos Brasileiros, Paquetá, 1998.
Catálogo das duas maiores coleções de Medalhas Maçônicas, col. Eureka,1988.
MANOEL GOMES (1910 Pelotas-RS)/1996), o irmão Manoel Gomes e família adotaram Florianópolis no início do século XX, onde residiu até seu falecimento. Profissionalmente foi marmorista mas, em 1936, ingressou na Polícia Militar de Santa Catarina. Maçonicamente, foi iniciado, em 1934, na Loja Regeneração Catarinense; também participou das atividades de outras Lojas como: a 14 de Julho, nº3, a Lauro Muller nº 7, a Pitágoras, nº 15 e a Duque de Caxias, nº 21. Temos, em Santa Catarina, uma dívida para com o irmão Manoel Gomes que auxilio na sedimentação maçônica catarinense.
Manual do Mestre Maçom, Ed. Lunardeli, 1996
A Maçonaria na História do Brasil, Ed. Aurora, 2ª. Ed, 1975
MORIVALDE CALVET FAGUNDES[10] (1912/2000). O também gaúcho – como Rizzardo, que o seguirá – foi militar, mas também maçom escritor e conferencista, como muitas obras revelando o histórico da Maçonaria no Rio Grande do Sul. Como muitos destes irmãos escritores da primeira leva, também foi jornalista, tendo colaborado com o Correio de São Leopoldo. Sua Iniciação deu-se em 1945, na Loja Bento Gonçalves, de Porto Alegre. Referência básica no estudo dos acontecimentos envolvendo a Revolução Farroupilha. O irmão X. Trolha – que é uma saudade - escreveu que Morivalde era “uma Grande e Imensa saudade”.
Os Maçons, Vida e Obra, Ed. Aurora, 1991.
A Maçonaria e as Forças Secretas da Revolução, Ed. Aurora 2ª. Ed. 1975.
Uma Visão Dialética da Maçonaria Brasileira, Ed. Aurora, 1985
Rocha Negra, a legendária, A trolha, 1989
História da Revolução Farroupilha, 1984, EDUCS
Subsídios para a História da Literatura Maçônica Brasileira, século XIX, EDUCS, 1989.
Maçonaria: Espírito e Realidade, Ed. Aurora, 1976.
RIZZARDO VITTORIO GUECELLO ABRAMO DA CAMINO (1918/2007). O gaúcho da Camino desenvolveu atividades jornalísticas, mas, sobretudo no campo do Direito onde foi advogado e magistrado. Maçonicamente iniciado em 1946, desenvolveu produção invejável de títulos maçônicos, exemplificados no Dicionário Maçônico, 1970 e na Introdução à Maçonaria, 1972. O desenvolvimento do pensamento de Rizzardo partiu dos aspectos conceituais (Dicionário/1970) e históricos (Introdução à História/1972) inclinando-se para o campo místico-esotérico (Egrégora/1980 e Cadeia de União/1982) — como Jorge Adoum faria na década seguinte. Assim como A. Tenório de Albuquerque e N. Aslan foram os disseminadores do conhecimento maçônico no Rio de Janeiro, Castellani o fez em São Paulo, da Camino os imitou no Rio Grande do Sul e todos eles alcançaram o Brasil maçônico. As publicações de Rizzardo iniciaram pela editora Aurora, posteriormente foram publicadas pela editora Madras e, atualmente, inúmeros títulos são acessíveis em PDF na internet.
Introdução à Maçonaria, Ed. Aurora, 1972
a) vol. 1 – História da Maçonaria
b )vol. 2 – História da Maçonaria no Brasil
c) vol. 3 – Parte Filosófica
Simbolismo do Primeiro Grau, Aprendiz, Ed. Aurora, s/data
A Origem de Tudo, Ícone Ed. 1992
Iniciação Maçônica, Madras, 1996
O Delta Luminoso, Ed. Aurora, s/d
Os Graus Inefáveis, Loja de Perfeição, vol. 1, Ed. Maçônica ‘A Trolha’
Os Graus Inefáveis, Loja de Perfeição, vol. 2. Ed. Maçônica ‘A Trolha’.
Jacques de Molay, Ed. Aurora s/d.
Lendas Maçônicas, Ed. Aurora, 1982.
Os Painéis da Loja de Aprendiz, 2ª. edição, A Trolha, 2013.
O Aprendizado Maçônico, 2ª. edição, A Trolha, 2013.
O Principe Rosa Cruz e seus Mistérios, Ed. Aurora, 2ª. Ed. s/d
THEOBALDO VAROLI FILHO (1920/1979) o irmão Theobaldo é uma referência fundamental no estudo dos temas maçônicos; suas obras são absolutamente inteligíveis, mesmo quando aborda temática filosófica ou simbólica. Sua contribuição ritualística também deixou marcas irremovíveis, exemplificada nos Rituais dos três graus simbólicos do Grande Oriente de São Paulo. A forma natural e simplificada de apresentar os elementos jurídicos e históricos da Maçonaria são esclarecedores. A leitura e estudo destas obras são, praticamente, obrigatórias para a formação do maçom.
Curso de Maçonaria Simbólica, 3 vols. A Gazeta Maçônica, 1976.
Simbologia e Simbolismo da Maçonaria, Ed. A Trolha, 2000.
Ritual de Instruções de Aprendiz Maçom do REAA, GOSP, Gazeta Maçônica, 1974.
Ritual de Instruções do Companheiro Maçom do REAA, GOSP, Gazeta Maçônica, 1974.
Ritual de Instruções do Mestre Maçom do REAA, GOSP, Gazeta Maçônica, 1974.
XICO TROLHA ou Francisco de Assis Carvalho (1932/2002). O enredo histórico do Xico Trolha foi esboçado por ele mesmo – Maçom com X, Xico Trolha por Xico Trolha[11]; nesta resenha própria, sua vida, interessante e estimulante por sinal, serve de parâmetros para todos os Maçons. Nossa resenha, a de uma ausência.
Sumarizando, nasceu em 04 de outubro de 1934 e faleceu em 03 de novembro de 2002, vivendo, portanto, 68 anos e 29 dias. Experimentou e apreendeu muito ao longo de uma infância e adolescência pontuadas pelas mais diferentes provações – mudou de residência com frequência, trabalhou em diversos e diferentes campos, completou seus estudos em idade não usual, mas foi vitorioso e virtuoso superando tudo, de uma ou outra forma.
Foi convertido para a Maçonaria durante um período prisional (9 dias), vivenciado na primeira quinze de abril (entre os dias 09 a 18) de 1964; a oficialização e concretização de semelhante mudança ocorreu em 27 de novembro de 1965 (1 ano, 7 meses e 11 dias após os tenebrosos dias).
Evento da adolescência o instigou, ao longo de toda vida, em incansável busca do saber; busca esta conquistada em prestação ao longo de diferentes etapas iniciadas em 1969, quando concluiu o ‘ginásio’ (com 36 anos); prosseguiu com as provas do ‘minicientífico’ (com 38 anos); estendeu sua formação com o curso superior de Letras e Inglês, concluído em 1974(com 40 anos). Toda esta maratona cultural formativa possibilitou a conquista de um sonho pessoal formativo, busca e sonho estes que soube partilhar com o desenvolvimento e conquista do empreendedor, escritor e editor.
A concretização desta senda partilhante/divulgadora do seu conhecimento teve seu primeiro passo marcado com o aparecimento da Revista A Trolha, cuja primeira edição veio a lume em 10 de abril de 1971 (com 37 anos), no Oriente de Jandaia do Sul; o passo seguinte, 13 anos após, foi a criação da Editora A Trolha, em 05 de outubro de 1984[12](com 50 anos), no Oriente de Londrina.
Reconhecer que a cruzada desenvolvida pelo irmão Francisco de Assis Carvalho — o Xico Trolha — é basilar no campo da divulgação maçônica é uma redundância! O irmão Xico partiu de uma ânsia de saber, de uma vontade de escrever (até sonetos) para a criação e operacionalização de uma editora voltada para o meio e temário maçônico!!!
Tal aventura jornalística e publicitária possibilitou a exposição e acesso de conteúdos maçônicos, em sua maioria raros, em língua diversa da portuguesa e caros; estimulou irmãos escritores a produzirem e alimentou a sede de conhecimento dos irmãos leitores que, a partir de então, deixaram de enfrentar a tal raridade no acesso destes temários.[13]
Tanto quanto para o irmão X. Trolha a editora A Trolha foi a vitrine que necessitava frente sua verborragia escrita que dispunha, como para muitos irmãos que produziram outros tantos trabalhos que mereciam a luz.
Cargos em Loja, no.1, A Trolha, 1988.
Símbolos Maçônicos e suas Origens, vol. 1 e 2, Ed. A trolha, 1996/97.
O Mestre Secreto, G.4 (c/ José Castellani), Ed. A Trolha, 2002.
Instruções para Loja de Companheiro(c/Fernando Paschoal), A Trolha, 2002.
A Maçonaria, Usos & Costumes, vols. 1, 2, 3, 4, A Trolha, 1995.
O Aprendiz Maçom, 2ª ed. A Trolha. 2001.
O Mestre Maçom, 3ª ed. A Trolha.
Ritos e Rituais, vol. 1, 2; 3; 4; 5 2ªed. A Trolha. 2002-2003.
Instruções para Loja de Aprendiz(c/Fernando Paschoal), A Trolha, 2002.
Saudações ao Pavilhão Nacional, A Trolha, 2000.
A Descristianização da Maçonaria, A Trolha, 1997.
Instruções para Loja de Mestre(c/ Fernando Paschoal), A Trolha, 2003.
Itambé, Berço Heroico da Maçonaria Brasileira, A Trolha, 1996.
1º Ritual do Grau 33, Encima Editora, 2001.
Companheiro Maçom, 2ª. Edição, A Trolha, 1996.
Galeria de Maçons Famosos, vol.1,2,3(2002) A Trolha 1998.
Maçom com X, A Trolha, 2004.
JOSÉ CASTELLANI (1937/2004). O médico José Castellani foi iniciado (1965) aos 28 anos e, após seu percurso intramuros iniciou sua atividade produtiva em 1973, 8 anos após sua iniciação, com Os Maçons que Fizeram a História do Brasil, onde expõe seu instinto de escritor da História da Maçonaria, caminho também trilhado por N. Aslan. Na intimidade do Grande Oriente do Brasil, ocupou inúmeros cargos, em sua maioria ligados a Cultura e Ritualística. Como aconteceu com a maioria destes irmãos disseminadores da primeira geração, valeram-se da Editora Aurora, a primeira a proporcionar uma porta de saída para a disseminação do saber maçônico nos anos 1970/1980 – todas as primeiras edições da primeira geração dos autores brasileiros viram a luz da Aurora.
José Castellani produziu textos sobre todos os aspectos da Maçonaria, sendo um esclarecedor nato(Consultório Maçônico); também produziu obras na companhia de outros irmãos(Raimundo Rodrigues, Frederico Guilherme da Costa, Cláudio Ferreira); publicou obras em todas as editoras maçônicas: Aurora, Gazeta Maçônica, Landmark, Madras e, principalmente, A Trolha.
Liturgia e Ritualística do Grau de Mestre Maçom, A Gazeta Maçônica, s/data
Consultório Maçônico I a XII, Ed. A Trolha, 1989/2013.
Amizade, a Primeira Loja Maçônica na História de São Paulo, Ed. Amizade, 1996
Fragmentos da Pedra Bruta, vol. 2, Ed. A Trolha, 2001
Análise da Constituição de Anderson(c/Raimundo Rodrigues) ‘A Trolha’,1995
Dicionário Etimológico Maçônico, Ed. A Trolha, 6 volumes
O Rito Escocês Antigo e Aceito, História, Doutrina, Prática, “A Trolha”,1988.
Cartilha do Aprendiz, 3a. ed, A Trolha
Cartilha do Companheiro, 2a.ed. (C/Raimundo Rodrigues), A Trolha
Dicionário de Termos Maçônicos, 2a. edição, Ed. A Trolha, 1995
Liturgia e Ritualística do Grau de Companheiro Maçom, Gazeta Maçônica, 1987.
Liturgia e Ritualística do Grau de Aprendiz Maçom, Gazeta Maçônica. 1985.
Curso Básico de Liturgia e Ritualística, 3ª. Ed. A Trolha, 2003.
As Origens Históricas da Mística Maçônica, Ed. Landmark, 2002
Maçonaria e Astrologia, Ed. Landmark, 2ª. Ed. Ed. Landmar, 2002
Fragmentos da Pedra Bruta, vol. 1, 2, 3; A Trolha, 1999
Manias e Crendices em nome da Maçonaria, A Trolha, 2002
O Supremo Conselho no Brasil, síntese histórica, A Trolha, 2000
Os Maçons e a Questão Religiosa, A Trolha, 1996
Manual Heráldico do REAA,19-33, Madras, 1997.
História do Grande Oriente do Brasil, A Gazeta Maçônica, 1993.
Os Maçons e a Abolição da Escravatura, Ed. A Trolha, 1998.
Os Maçons na Independência do Brasil, Ed. A Trolha, 1993.
Os Maçons que fizeram a História do Brasil, A Gazeta Maçônica, 1973.
A Maçonaria e o Movimento Republicana Brasileiro, Ed. Traço, 1989.
c/Frederico Guilherme Costa)A Conjuração Mineira e a Maçonaria que não houve, A Gazeta Maçônica, s/d.
A Maçonaria na Década da Abolição e da República, A Trolha, 2001.
Do Pó dos Arquivos, I, II, III, A Trolha, 2003.
Loja de Mesa, A Trolha, 2004
Shemá Israel... A Gazeta maçônica, 1977.
A Cadeia Partida, A Trolha1994.
A Ação Secreta da Maçonaria na Política Mundial, Landmark, 2001.
J. Bonifácio, Um Homem Além do seu Tempo, A Gazeta Maçônica.
Origens Históricas e Místicas do Templo Maçônico, A Gazeta Maçônica.
Manual do Mestre Instalado, A Trolha, 2ª. edição.
c/Cláudio Ferreira)Manual Heráldico do REAA-1º ao 18º Graus, Gazeta Maçônica.1995
c/Frederico G. Costa) Manual do Rito Moderno, Aprendiz, Gazeta Maçônica 1991
Histórias Pitorescas de Maçons Célebres, A Trolha, 1997.
O Cavaleiro Rosa Cruz, A Trolha, 2007.
OTACILIO SCHILLER SOBRINHO[14] (1938/2006). Ao lado do irmão Manoel Gomes o irmão Octacílio representa a Maçonaria Catarinense, da qual foi Grão-Mestre no Grande Oriente de Santa Catarina. Além de suas ações e conquistas administrativas, foi um pensador com formação concreta e contundente – com formação acadêmica em Economia, Direito, Sociologia – foi capaz colaborar ao longo do seu caminho: no serviço público – de escrivão a professor titular. Maçonicamente, foi iniciado na Loja Ordem e Trabalho, nº 3, Rito Francês, de Florianópolis. Dedicado escritor nos deixou material de estudo(26 obras), dentro e fora da Maçonaria. Dentre elas – Uma Luz na História – revive a história dos Grandes Orientes Independentes na comemoração dos 25 anos de fundação da COMAB[15].
Uma Luz na História, O Prumo, 1998.
Maçonaria, Introdução ao Fundamentos Filosóficos, 2000.
Psicanálise na Maçonaria, A Trolha, 2005.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Escrever demanda uma ideia, uma intuição, por vezes, uma necessidade – uma legítima vontade de escrever, uma peça de arquitetura e, raramente, uma obra prima.
A partir da fagulha inicial fica evidente a necessidade de a complementar com os elementos de acabamento presentes na consulta bibliográfica.
A busca pelas referências mudou; não vamos mais a uma biblioteca e solicitamos obras sobre o tema em estudo; cada vez menos revemos o conteúdo que mantemos conosco, hoje, o movimento habitual é a solicitação na rede ou na AI.
Qual o último volume lido a respeito do tema que nos espicaça neste momento?
As informações recebidas da rede/AI são automáticas e diferentes obras são apresentadas, normalmente, sem comentários e contextualização.
Contextualização, esta é uma variável importante e, muitas vezes, não considerada. Qual estímulo determinou o aparecimento da ideia a ser trabalhada? O que temos internamente sobre a temática intuída? Quais referências surgiram/lembramos para serem consultadas? Como estas referências foram compostas? Quais intuições, gatilhos, pesquisas motivaram seus autores? Quais fontes consultaram? O que sentiram? O que concluíram da investigação bibliográfica feita? Quais autores lembraram? Há uma corrente perpétua nesta sanha de escrever, cada um acrescentando um novo elo!
Para esta composição, desenvolvida partir da ideia - “como vemos a Maçonaria” -, foi básica a bibliografia disponível, organizada ao longo de 25 anos de vida maçônica, tempo suficiente para aprendemos a importância da seleção bibliográfica. Os dados apresentados explicam e demonstram a existência de diferentes visões e versões – diferentes autores - relativamente a idênticos itens estudados.
Percebem-se dinâmicas diferentes entre os autores com balizamentos e focalizações preferências, sempre originária e constitutivamente diversas: histórica, lendária, simbólica, esotérica, mística – resultado do conteúdo formador do mundo interno de cada autor.
Compreensões e entendimentos diferentes serão o resultado da pesquisa em diferentes autores; caminhos diferentes a partir do mesmo ponto de partida!

A partir destas colocações nos parece fundamental vislumbramos o estudo da Maçonaria a partir do conceito que define a Instituição[16]. A busca pelo melhor conceito para “Maçonaria” é difícil, contudo, por dispormos de duas vertentes principais, uma a inglesa, que foi proposta em 1813 e define a Maçonaria como “um peculiar sistema de moralidade velado em alegorias e ilustrado por símbolos"; posteriormente, a partir de 1826, a francesa, que acabará definindo a Instituição como Filosófica, Filantrópica, Educativa e outra, em 1849 que a definiu como: “uma instituição essencialmente filantrópica, filosófica e espiritual, baseando-se na existência de Deus e na imortalidade da alma: tem como objeto o exercício da caridade, o estudo da música universal, das ciências e das artes e a prática de todas as virtudes; seu lema tem sido em todos os tempos: Liberdade, Igualdade, Fraternidade”.
A própria definição de Maçonaria, construída por maçons, guarda pontuações diferentes, visto partirem de pontos de vista próprios e diversos em tempo e contextos diferentes. Em outras palavras, dependendo do ponto de partida alcançaremos caminhos diversos e, dependendo de nossa visão – pontos cardiais culturais – poderemos descrever, diferentemente, a paisagem que vemos do cume da mesma montanha do nosso saber.
Portanto, a bibliografia é importante em nossos trabalhos, pois, cada vez conhecemos menos o que se diz sobre a Maçonaria, pois, aumentaram as vozes que a descrevem. Assim sendo, conhecer as características dos autores – os da(s) primeira(s) geração(ões) -, que apresentaram a Maçonaria entre nós, nos permite conhecer a moldura utilizada por cada um deles: histórica, simbólica, esotérica.
Cada vez mais o convencimento é maior que Maçonaria é assunto sério.
Luiz V. Cichoski MM
ARBLS Templários da Liberdade, 69
GOSC/COMAB
Notas de rodapé
[1] L. V. Cichoski, Bibliografia Maçônica Dentro Da Concepção De Ensino Do Grande Oriente De Santa Catarina, Parte I – O Prumo 226, mar/abr 2016.
[2] L. V. Cichoski, Bibliografia Maçônica Dentro Da Concepção De Ensino Do Grande Oriente De Santa Catarina, Parte II – O Prumo 227, mai/jun 2016.
[3] L. V. Cichoski, Maçonaria Baseada em Evidências, e-book, Maçonaria com Excelência, 2025;
[4] L. V. Cichoski, Bibliografia e Maçonaria, Maçonaria com Excelência, 2025.
[5] Mantida versão original nas citações do Revérbero.
[6] Pítia e Damião não constam da listagem dos pensadores pitagóricos; no período grego o nome ‘Pítia’ indica a sacerdotisa oracular de Delfos; enquanto Damião lembra o santo associado a Cosme – Cosme e Damião – irmãos médicos que praticavam o cristianismo fraternalmente, comemoradas em 26 de setembro.
[7] E. C. Mello, Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, Editora 34, 2001.
[8] D. G. Vieira, O Protestantismo, A Maçonaria e a Questão Religiosa no Brasil, UnB, 1980.
[9] P.S. Houve oportunidade para cultos protestantes acontecerem em Lojas maçônicas nos primeiros tempos.
[10] X. Trolha, Galeria de Maçons Famosos, vol. 3, A Trolha, 2002.
[11] X. Trolha, Maçom com X, Xico Trolha por Xico Trolha, Ed. Trolha, 2004.
[12] Data constante na Receita Federal.
[13] L. V. Cichoski, O Prumo, 20 anos sem Xico Trolha, O Prumo, 265, nov/dez, 2022.
[14] L. V. Cichoski, GOSC 70 anos, 2020.
[15] Tivemos a ousadia de continuar seu trabalho, na comemoração dos 50 anos da COMAB, com Luz e Claridade, a continuação de uma obra, 2023.
[16] L. V. Cichoski, Fundamentos Maçônicos, Primeira Vez ou Começos, A Trolha, 2025.




Excelente panorâma. E teríamos uma biblioteca com essa pequena amostra? seria aí um projeto e tanto. Parabéns ao autor e ao Maçonaria com Excelência por partilhar essa informações.