COMPROMETIMENTO MAÇÔNICO
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Por Izautonio da Silva Machado Junior[1]
COMPROMETIMENTO MAÇÔNICO
Nos Corpos dos Altos Graus

Trago hoje aos Irmãos como tema, a questão do comprometimento maçônico. Não pretendemos que esta iniciativa seja interpretada como uma crítica, mas sim como um convite sincero à reflexão.
Administrar um Corpo maçônico, principalmente dos Altos Graus, em que o número de membros geralmente é reduzido, com pouca frequência de reuniões anuais e recursos financeiros limitados, não é uma tarefa simples.
Não se resume simplesmente a organizar sessões e manter o funcionamento administrativo do Corpo. Significa muitas vezes ter que lidar com desafios e dificuldades de bastidores que muitos Irmãos sequer imaginam.
Ficar à frente de um Corpo é uma missão voluntária que demanda sacrifícios pessoais, gasto de tempo, despesas financeiras, esforço físico e mental sem recompensas de ordem material.
Além disso, investe o dirigente de grandes responsabilidades de ordem moral, pois quem lidera os demais tem o dever maior do que todos de ser um espelho de conduta maçônica exemplar em todos os sentidos.
Quem dirige um Corpo precisa se preocupar com as diretrizes e formalidades da Potência Filosófica, com o funcionamento da Secretaria e com o desempenho da Tesouraria. Precisa estar atento para que os atos administrativos sejam executados em consonância com a nossa legislação e princípios. Precisa cuidar dos objetos cerimoniais que compõem a liturgia, providenciar a sua aquisição, zelar pela sua preservação e uso nas reuniões.
Além disso, precisa ainda se preocupar com a instrução de cada um dos Irmãos em seus respectivos graus, acompanhando seu desenvolvimento, aprendizado, elaboração de trabalhos. Para arrematar, precisa também estar atento à harmonia do Corpo, com o relacionamento entre os Irmãos, com o acolhimento fraterno de todos.
Esses itens que comentei não são tudo, porque aqui e ali surgem tarefas imprevistas, prazos para cumprir, questões para resolver, e porque não dizer, resolver problemas muitas vezes causados pelos próprios Irmãos.
Nesse ponto de nossa exposição, finalmente chegamos aonde eu pretendia. Será que toda essa responsabilidade e tarefas mencionadas é exclusiva do Presidente do nosso Corpo, do nosso Delegado, da Diretoria?
Obviamente que não. A responsabilidade, como todos estamos carecas de saber — alguns literalmente —, é de todos. O Corpo se sustenta em cada um de nós. Nós devemos ser as suas Colunas vivas de sustentação. Todos temos o dever moral de ajudar para que o nosso Corpo se mantenha firme em força e vigor.
Uma metáfora muito conhecida e muito verdadeira nos ensina que uma corrente é tão forte quanto o seu elo mais fraco. De nada adianta o Presidente ou o Delegado serem elos de aço se alguns outros elos são de isopor! Fato é, que se um Irmão falha em seus compromissos, de uma forma ou de outra todos os demais são afetados.
Meus Amados Irmãos, receber o título Mestre Maçom é fácil. Difícil é ser um Mestre Maçom. Ser no sentido pleno, Ser em essência, Ser em prática de vida, Ser em conduta maçônica. Aprendemos desde o dia de nossa Iniciação que o nosso objetivo deve ser buscar a perfeição. Fomos apresentados à alegoria da Pedra Bruta, que se transforma em Pedra Polida. O que a Maçonaria espera de nós desde sempre é o comprometimento com esse objetivo.
Desta arte, o nosso propósito nesta singela peça, é convidar à reflexão. É rememorar estas lições básicas que nós, que agora gozamos do privilégio de pertencer aos Altos Graus, jamais podemos esquecer. Quanto mais nos elevamos nesta escada misteriosa de ascensão intelectual, moral e espiritual, maior é o nosso compromisso e o nosso dever de fazer a nossa parte por esta maravilhosa instituição que um dia confiou em nós e pela qual aceitamos nos ajoelhar em um juramento solene.
Estejamos portanto atentos aos nossos deveres, aos nossos compromissos com a Tesouraria, à nossa frequência nas sessões, à nossa participação efetiva nas atividades do Corpo. Sejamos pontuais e eficientes em nossas obrigações, apoiemos a Diretoria que se voluntariou a nos servir, incentivemos os demais membros e espalhemos a alegria de sermos verdadeiros amigos e Irmãos.
Que o nosso comprometimento com esta nobre causa de alguma forma se transforme em bênçãos em nossas vidas.
Nota de rodapé
[1] Grande Secretário de Administração do Grande Oriente de Rondônia – COMAB. KT Rito de York, Arco Real de Jerusalém, Grau 33 REAA, Grau 33 Brasileiro e Grau 33 Adonhiramita.




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