O GALO NA CÂMARA DAS REFLEXÕES
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Verbete do DICIONÁRIO DE SÍMBOLOS MAÇÔNICOS, de Almir Sant’Anna Cruz.
A obra reúne, em ordem alfabética, todos os símbolos estudados nos três Graus Simbólicos: Aprendiz, Companheiro e Mestre. Pode ser lida como um livro instigante ou consultada como referência prática, servindo de guia seguro para aqueles que trilham os degraus da Maçonaria.
O GALO NA CÂMARA DAS REFLEXÕES

O galo já era usado como símbolo nas religiões pré-cristãs. Ele anunciava, com seu canto matinal, a luz de Apolo, deus solar.
No Cristianismo, ele simboliza a ressurreição, a vigilância e o chamamento.
O galo vigia enquanto o homem dorme, inclusive espiritualmente. Depois, canta três vezes para acordá-lo e anuncia o surgir de um novo dia, chamando-o a um despertar, uma ressurreição.
Com o significado de vigiar, consta no Evangelho de Marcos: “Sê vigilante, pois nunca sabeis quando o vosso mestre virá vos chamar. Se será esta tarde, no meio da noite ou na madrugada, quando o galo cantar”.
Modernamente, celebra-se a Missa do Galo à meia-noite do dia 24 de dezembro, em comemoração ao nascimento de Jesus.
Sobre a torre de uma igreja cristã, ele é o emblema solar do Cristo, chamando para a supremacia da luz sobre as trevas.
O galo, que anuncia a luz e o nascer de um novo dia, está presente na Câmara das Reflexões para anunciar a Luz que o Iniciando receberá ao se tornar um novo homem, um Maçom.
O galo representa, também, o Mercúrio que, segundo a tradição hermetista simboliza a ousadia e a vigilância.
Não deixa de ser curioso o fato de a Igreja Católica colocar a figura de um galo no ponto mais alto de seus edifícios; a Maçonaria, ao contrário, desenhá-lo no centro da Terra, representado pela Câmara das Reflexões; e as religiões afro-brasileiras utilizá-lo em seus sacrifícios cruentos.
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