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MARCAS DE MAÇONS

  • há 15 horas
  • 2 min de leitura

 

Por Wagner Veneziani Costa (in memoriam)

 

MARCAS DE MAÇONS

MARCAS DE MAÇONS
Imagem ilustrativa gerada por IA

Tornou-se um costume para os cortadores de pedra colocar Marcas nas pedras nos canteiros de obras. Marcas identificavam o trabalho de um maçom em especial para o pagamento do salário, e significavam que a pedra foi aceita para uso. Outras Marcas indicavam onde uma pedra em especial deveria ser colocada no interior da estrutura. Foram encontradas Marcas em pedras usadas no Antigo Egito e outros lugares, inclusive castelos, igrejas e catedrais da Europa.

 

Um registro de Marcas se tornou necessário para identificar a Marca pessoal de cada um dos pedreiros e, assim, pagar-lhe o devido salário.

 

A primeira referência escrita sobre maçons da Marca foi na Escócia, nos Estatutos de Schaw, de 1598, onde ficou declarado que na admissão do Companheiro de Ofício, seu nome e Marca deveriam ser registrados. Uma Marca é encontrada ao lado do nome do Vigilante que assinou um documento da Loja de Edinburgh (Mary´s Chapel) de 1599.

 

A Loja de Aberdeen possui um registro dos nomes dos membros com suas Marcas desde 1670.

 

O início da Maçonaria

Cerca de 1640 homens que não eram maçons operativos começaram a se juntar às Lojas. Esses homens se tornaram conhecidos como Maçons Livres e Aceitos. As Lojas se tornaram lugares de discussão filosófica, o que resultou no termo “maçons especulativos”. Nessa época havia um interesse considerável na história do Templo de Salomão, em Jerusalém, com desejos elaborados e sugestões de quão original ele deveria parecer. A construção do Templo se tornou uma alegoria da construção de uma sociedade melhor, ou do aprimoramento do homem.

 

Em 1717 houve uma reunião de quatro Lojas em Londres, formando uma Grande (ou Grandes) Loja. A Maçonaria moderna traça sua história a partir desse encontro.

 

No início dos anos 1720, existiam dois níveis ou graus, denominados Aprendiz e Companheiro de Ofício. Logo depois o terceiro grau, de Mestre Maçom, foi introduzido.

 

Com a popularidade crescente da Maçonaria, foram escritos poemas satíricos com referências às Marcas de Maçons:

“Primeiro eles Assinalam e Marcam, para dizer de onde vieram”

“Eles não têm Colher de Pedreiro nem Prumo, mas ainda retêm as Marcas e sinais.”

“E o que você quer na Maçonaria, sua Marca o torna livre”

 

Existem indícios de que o costume dos operativos de assegurar que um maçom tivesse uma Marca quando se tornava Companheiro de Ofício ainda era observada em algumas das primeiras Lojas de Maçons, em especial na Irlanda e na Escócia, e nas províncias inglesas.

 

Início da Maçonaria da Marca

A Maçonaria entrou na moda. Graus adicionais foram introduzidos durante e depois dos anos 1730. Alguns foram aceitos como parte da Maçonaria original por uma Grande Loja Inglesa que foi formada nos anos 1750, mas a primeira ou Grande Loja original de 1717 (conhecida como “Os Modernos”) não aprovou. As Marcas de maçom se destacaram em alguns níveis ou graus, com nomes incluindo Homem da Marca, Mestre da Marca, Marca Arco Liga e Cadeia, Fugitivo da Marca, Marca Cristã, Marca de Caim e Marca do Viajante. A maioria desapareceu. Como e quando o Grau da Marca começou ainda é assunto debatido entre os historiadores.

 

Adaptação do texto em português:

Wagner Veneziani Costa (in memoriam)

INTRODUÇÃO AO RITO DE YORK 2ª EDIÇÃO
COMPAR

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