O CANTO NORDESTE DA LOJA E O TOPO DA COLUNA DO NORTE
Por Izautonio Machado
O CANTO NORDESTE DA LOJA E O TOPO DA COLUNA DO NORTE[1]

Nos termos do Rito de York americano, “ao erigir uma construção, especialmente as de cunho maçônico, a Pedra Fundamental é, ou deveria ser colocada sempre no canto Nordeste”. Por esta razão, neste rito o Aprendiz, simbolicamente comparado a uma “Pedra Viva”, é colocado no canto Nordeste da Loja, onde recebe as suas instruções. Sobre esse alicerce ele deverá construir o seu edifício moral e maçônico.
Diferentemente do Rito de York, no Rito Escocês Antigo e Aceito os Aprendizes se sentam na “Coluna do Norte”. Especificamente no dia da Iniciação, eles são colocados no “Topo da Coluna do Norte”. Sendo o REAA um rito solar, surge daí um significado astronômico, que se relaciona com o movimento aparente do sol.
A Coluna do Norte é o ponto simbolicamente mais escuro da loja, mais distante do percurso que o sol faz. O sol nasce no Oriente, iniciando a sua carreira em movimento elíptico, passando pelo Sul, que representa o meio-dia, até chegar no Ocidente, onde o sol encerra sua carreira. Essa é a razão pela qual o Venerável Mestre abre a sessão no Oriente (onde nasce o sol) e o Primeiro Vigilante fecha a sessão no Ocidente (onde o sol se põe).
Há na doutrina diferentes versões sobre onde seria esse “Topo”:
(1) toda a extensão da parede Norte do Templo. O Topo é visualizado quando o observador se posiciona sobre o eixo do Templo, de costas para o Sul — a referência mais distante à sua frente é o Topo da Coluna, por extensão, a parede Norte do Templo;
(2) a cabeça da fileira de cadeiras. Aqui se abrem duas possibilidades:
(2.1) na Coluna de Áries, próximo ao Primeiro Vigilante, por motivos astronômicos relacionados ao aspecto solar do rito e a jornada do Aprendiz;
(2.2) no Nordeste, próximo à balaustrada, posição mais tradicional indicada nos antigos rituais, por ser onde era colocada a Pedra Fundamental nas antigas construções, e o próprio neófito ser simbolicamente comparado a uma Pedra Bruta.
Indicação bibliográfica:
Nota de Rodapé
[1] Este texto é produto de pesquisas em Rituais do REAA, Rituais do Rito de York, artigos e palestras de Pedro Juk, Jorge Gonçalves, José Castellani entre outros.




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